Escolhe o amor, sempre

Olá pessoal. Vamos falar de amor? No título “Escolhe o amor, sempre” pode-se ver que hoje quero falar um pouco de amor. Como uma romântica que sou, assumida, é uma das coisas que me enche o coração e a cada dia vou aprendendo mais. Para mim o amor está em tudo que nos rodeia. O amor por nós, pelos outros, pela natureza, pelo mundo e pelo universo.

Em primeiro lugar, o que é para ti o amor? Como te relacionas contigo e com os outros?

Hoje em dia o que vimos são pessoas a sofrer por amor, ou seja, por relacionamentos que não deram certo. E pergunto como é possível que as relações sejam uma das maiores causas de sofrimento. Sendo que a necessidade de proximidade e carinho faz parte da nossa natureza. Ou seja, ela é essencial até para a nossa sobrevivência.

Então como pode ser tão doloroso relacionarmo-nos uns com os outros? O que estamos a fazer errado? 

Diariamente existem pessoas comuns que arriscam a vida para salvarem perfeitos desconhecidos, sem questionar se gostam ou não dessa pessoa, simplesmente o façam. Então porque conseguimos ser tão cruéis com aqueles que dizemos que amamos? Pois, não faz sentido, para mim magoar aqueles que amamos.

E é decerto um dos grandes paradoxos da natureza humana, um paradoxo que podemos entender melhor quando reconhecemos duas forças em conflito dentro de nós: o amor e o medo.

Geralmente pensamos que há muitos tipos de amor. E de facto, os sentimentos que temos pelos nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos, o nosso marido ou mulher, namorado/a, os nossos amigos ou os nossos animais de estimação parecem ser de natureza diferentes. No entanto, se os simplificarmos ao que lhes é comum, descobriremos algo muito parecido com a definição budista de amor.

“O desejo de que todos os seres sejam felizes e tenham as causas da felicidade.” – Buda

Pode até parecer que meramente desejarmos a felicidade dos outros não é grande coisa ou que não significa nada. Mas isso não é verdade. Isto porque se pusermos este desejo em prática e agirmos em consequência, ou seja senti-lá de verdade, isso pode mudar por completo a nossa perspectiva e a nossa atitude.

Desejar bem aos outros obriga-nos a tentar compreender as suas necessidades e os seus desejos, a dar-lhes apoio e a ser solidários. Significa reconhecer a sua dignidade básica, respeitar a sua independência e dar-lhes a liberdade para seguirem o seu caminho. Acima de tudo, significa tentar ao máximo não os magoar. E escolhe o amor em vez do ódio.

E agora vamos falar de medo.

O que é esse “bicho” que chamamos de medo? O medo é a raiz do apego e a face negra do suposto “amor”. Não é por amor que maltratamos aqueles com quem nos relacionamos de perto, mas sim por medo/apego/ódio. Fazemos isso por consideramos as pessoas como propriedade nossa, que é uma coisa nossa e de mais ninguém. E com isso esperamos que nos satisfaçam e preencham em tudo. E por isso tememos perdê-las ou que nos escapem e que vão viver a sua vida sem nós.

Ao tratá-los como objectos do nosso bem-estar, seja ele físico, emocional ou de outra natureza qualquer, focamo-nos sobre elas inteiramente. Pode parecer que estão no centro das nossas preocupações enquanto, na realidade, o nosso interesse por elas é, essencialmente, egoísta.

Hoje em dia podemos constatar que existe uma espécie de relação matemática nos relacionamentos a dois. Ou seja, quanto mais estamos centrados sobre uma só pessoa, mais os outros nos são indiferentes e deixamos de importar com os outros. E, ao inverso, quando mais desejamos o bem de todos, menos é provável que possamos centrar-nos sobre uma só pessoa de forma obsessiva. Sim porque amor não é ser obsessivo, mas sim livre.

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Portanto o amor e medo seguem caminhos opostos, mas nunca andam separados. Porque enquanto não desaparecer o sentimento básico de insatisfação (a que Buda chamou de Dukkha), o amor estará sempre, inevitavelmente, misturado com apego na maioria das relações. Podemos apenas aprender a distingui-los e escolher o amor em vez do medo, sempre que for possível. E é sempre possível. Por isso, escolhe o amor, sempre.

“O caminho que eu escolhi é do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que vou encontrar no meu caminho. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero. Por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu vejo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver.”Clarice Lispector 

Beijinhos de luz

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